No exame objetivo destacou-se pele e mucosas ligeiramente desidra

No exame objetivo destacou-se pele e mucosas ligeiramente desidratadas, temperatura axilar de 37,2 °C e dor abdominal difusa ligeira a moderada. Analiticamente, apresentava hemoglobina (Hb) de

13,2 g/dl, com leucocitose de 14 100 cél/mm3 e elevação da proteína C reativa (PCR) com 5,2 mg/dl. Nesta altura, a doente iniciou em ambulatório ciprofloxacina (500 mg de 12/12H via oral) e terapêutica sintomática com antiemético e antipirético, aconselhando-se reforço hídrico e dieta com restrição de gorduras, resíduos e lactose. Todavia, foi observado um agravamento Panobinostat da sintomatologia ao longo das primeiras 96 horas após o início da antibioterapia com aumento do número de dejeções diárias (6-7) com presença esporádica de sangue, persistência das cólicas abdominais, anorexia e astenia marcada. Nesta ocasião encontrava-se desidratada, pálida, febril (38,0°-38,5 °C), taquicárdica Oligomycin A (112 bpm), hipotensa (TA – 95/47 mmHg), apresentando o abdómen distendido e doloroso à palpação sem evidência de irritação peritoneal. Laboratorialmente, destacava-se descida da Hb (11,8 g/dl), agravamento dos parâmetros inflamatórios (leucócitos – 15 400 cél/mm3; PCR – 15,1 mg/dl; velocidade de sedimentação – 40 mm/hora), insuficiência renal ligeira (creatinina – 1,4 mg/dl; ureia – 72 mg/dl) e hipocaliémia (K+ – 3,1 mmol/L). A radiografia do abdómen em

pé mostrou distensão do cego e transverso com cerca de 4,5 cm de diâmetro, sem níveis hidroaéreos. A ecografia Cyclin-dependent kinase 3 abdominal e a tomografia computorizada abdominal revelaram espessamento parietal

de todo o cólon, mais exuberante no cego, e adenopatias na raiz do mesentério. Neste contexto, a doente foi internada iniciando-se correção hidroeletrolítica, terapêutica sintomática antipirética e analgésica (paracetamol) e antibioterapia com ciprofloxacina e metronidazol. Nas primeiras 48 horas do internamento, a doente manteve quadro clínico com 7 dejeções diárias associadas a quadro de toxicidade sistémica com febre, taquicárdia (100-110 bpm) e persistência dos parâmetros inflamatórios elevados. Repetiu radiografia do abdómen, que mostrou aumento da dilatação cólica ao nível do cego e cólon transverso, atingindo este último um diâmetro de 6,5 cm, compatível com quadro de megacólon tóxico (fig. 1). Nesse mesmo dia, realizou retossigmoidoscopia flexível, com insuflação mínima e progressão somente até aos 35 cm, registando-se em toda a mucosa observada a presença de múltiplas erosões e ulcerações superficiais com exsudado mucopurulento, associadas a marcada hiperémia e perda da rede vascular da mucosa (fig. 2). Foi colocada a hipótese diagnóstica de uma primeira manifestação de CU com atividade grave complicada com megacólon tóxico, não sendo possível nesta altura a exclusão de etiologia infecciosa.

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